Leticia Souza
Nayara Abreu
Este trabalho é uma síntese do texto
“A emergência do gênero” de Guacira Lopes Louro, que aborda como é
constituído o gênero no contexto social e como o feminismo traz contribuições
para entender como o gênero se firma na sociedade.
A autora divide seu texto em 3 subtítulos
intitulados , A mulher visível; Gênero, sexo e sexualidade e Desconstruindo e
pluralizando os gêneros.
A autora inicia seu texto fazendo uma
observação sobre a palavra gênero no sentido feminino e masculino não aparecer
no dicionário Aurélio³, sendo assim ela indaga sobre acreditar ou não nas
traduções advindas deste.
No subtítulo “a mulher visível”, Louro
destaca a forma como a mulher era vista e como isto influenciou na luta das feministas,
onde ela diz: “Tornar
visível aquela que fora ocultada foi um grande objetivo das estudiosas
feministas desses primeiros tempos” (LOURO, 1997, p. 17)
A partir dessa invisibilidade como nos
afirma a autora, surgiram várias formas para contestar contra algumas
imposições como, por exemplo, a discriminação, a segregação e essas lutas se
deram por meio de grupos de conscientização, marchas e protestos públicos, mas
não apenas, pois também contestaram através de livros, revistas e jornais
A partir disso algumas
mulheres feministas fundaram revistas, promoveram eventos e grupos de estudos
para que a mulher deixa-se de ser excluída nos estudos acadêmicos e se tornarem
temas centrais nos estudos.
A autora também discute
sobre argumentos que justificam as desigualdades sociais entre homens e
mulheres a partir de características biológicas.
Contra pondo a isso a
autora diz que:
“[...]
É necessário demonstrar que não são
propriamente as características sexuais, mas é forma como essas características
são representadas ou valorizadas, aquilo que se diz ou que se pensa sobre elas
que vai constituir, efetivamente, o que é feminino ou masculino em uma dada
sociedade e em um dado momento histórico.” (LOURO, 1997, pág. 21)
Em seguida no subtítulo “gênero,
sexo e sexualidade”, a autora discorre que através das feministas anglo- saxãs
começou-se a distinguir o caráter fundamentalmente social das distinções
baseadas no sexo, ou seja, esse conceito não é mais visto como apenas biológico
e sim socialmente construído.
Segundo Louro (1997), o conceito
tem por objetivo referir–se ao modo como as características sexuais são trazidas
para a prática social, assim buscando não enfatizar as diferenças entre “Mulheres”
e “ Homens”.
Partindo disto, o conceito
passa a outro âmbito, exigindo que suas pluralidades sejam repensadas, partindo
de que os projetos e as representações de homens e mulheres são diferentes.
Louro (1997) enfatiza, que
partindo do que a sociedade define como comportamentos, sendo através de
roupas, modos de relacionar ou de se portar, cada individuo deveria escolher o
que considera adequado ou inadequado.
No subtítulo “Desconstruindo
e pluralizando os gênero”, segundo Louro(1997) uma das estudiosas mais
conhecidas no campo do feminismo é Joan Scott que é historiadora norte-
americana e que escreveu em 1989, uma artigo sobre relações de gênero.
De acordo com Louro (1997) um
fator importante que Scott defende é que é necessário desconstruir o “caráter
permanente de oposição binária” masculino - feminino, pois para ela não se deve
enxergar homem e mulher como polos opostos que só se relacionam por meio da
dominação e da submissão, assim Scott aborda que cada polo supõe e contém o
outro.
A autora afirma que essa dicotomia pressupõe
que haja polo dominante e outro dominado e impõe-se que essa seria a única
forma da relação entre esses dois elementos.
Louro (1997) conclui que:
“Mulheres
e homens, que vivem feminilidades e masculinidades de formas diversas das
hegemônicas e que, portanto, muitas vezes não são representados/ as ou
reconhecidos/ as como verdadeiras/ verdadeiros mulheres e homens, fazem
críticas a esta estrita e estreita concepção binaria.” (LOURO, 1997, p. 34)
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